Acho no mínimo estranho a total falta de critério, de senso crítico, principalmente da classe artística brasileira. Todos são amigos de todos. Todos "respeitam e admiram" o trabalho do outro e esse outro como pessoa também.
Os da área musical são uma vergonha: no mesmo palco, felizes, encontramos para sacrifício dos nossos ouvidos e de quem gosta daquele cantor e não de todo mundo junto e misturado.
Ivete Sangalo com Maria Gadú com Capital Inicial e com Luan Santana. Meu DEUS!
O dito roqueiro com sertanejo da pior qualidade, duplas que nascem feito mato. O pagode-romântico com aquele ruivo ex-Titã(Argh!!).
E por aí vai, uma ação entre amigos constante, onde ninguém fala criticamente sobre o outro. E o pior, ninguém veta o outro.
Ainda bem que existem pessoas como o maestro Júlio Medaglia e como o maestro de Ribeirão Preto José Gustavo Julião, que separam o joio do trigo e não têm papas na língua! E isso sem arrogância nenhuma. São caras que abominam o conceito elitista de "erudito".
Só que de uns tempos pra cá, qualidade, bom gosto são coisas de quem é preconceituoso neste país do eterno "berço esplêndido". Ter opinião é crime, pecado e consequentemente isola o sujeito que passa a ser marginalizado por essa panelinha da mediocridade que detém o chamado MERCADO e decide tudo.
Até o Faustão perdeu o pouco de noção que tinha e faz tempo. "Quem sabe faz ao vivo", um dos bordões do ex-gordo agora com cara de quem saiu do hospital a cada Domingão. Ora, então todos que vão lá são geniais e sabem fazer ao vivo.
Outra dele, atualmente um anorético um tanto quanto inflado: "Essa é fera, caráter acima de tudo, coisa rara nesse meio", brada o tal Faustãozinho. Ora, então temos o que comemorar. Como todos os que passaram e passam por aquele palco são extraordinários e pessoas elevadíssimas, essa é a carecterística normal e a exceção é gente picareta, invejosa, canastrona!
O negócio é ser amigo e ter alguém que aposte em você. A partir daí, mesmo com o falecido e saudoso Nelson Rodrigues tendo afirmado que "toda unanimidade é burra", você passará a ser referência no extenso território nacional.
domingo, 20 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
"Com ou Sem Gelo"
"SideWays" e "O Julgamento de Paris" são daqueles filmes que fazem com que até o mais radical abstêmio fique com água na boca para tomar uma taça de vinho.
Além da obra cinematográfica em si, os dados históricos enriquecem o conhecimento dos leigos a respeito de uma bebida que participa da trajetória da humanidade desde a Era Cristã.
Como apreciador do também velho e bom "scotch", venho por meio deste texto protestar e sugerir um filme sobre o whisky. Bebida tradicionalíssima e com séculos de História.
Basta um bom roteiro e uma belíssima viagem pelas destilarias escocesas e de quebra pelo local onde se produz o lendário bourbon Jack Daniel's.
Com ou sem gelo, só não vale misturar um líquido tão preciso e nobre com outras bebidas da moda.
Um brinde!
P.S.: aprendi a tomar whisky de uma maneira curiosa e talvez com uma dose de irresponsabilidade do meu pai. Por volta dos 9 anos, sempre que o velho chegava do trabalho, umas 8 da noite, antes do jantar ele tomava 1 dose com umas 4, 5 pedras de gelo, preparada por mim em copo baixo. Bebia vagarosamente e invariavelmente sobrava um pingo na hora de começar a comer a salada.
Já bem "aguado", e encantado pelo aroma amadeirado, pedia para bebericar aquele finalzinho... E hoje, mesmo sem ser um profundo conhecedor, virei um admirador dessa que passou a ser a minha bebida predileta.
Além da obra cinematográfica em si, os dados históricos enriquecem o conhecimento dos leigos a respeito de uma bebida que participa da trajetória da humanidade desde a Era Cristã.
Como apreciador do também velho e bom "scotch", venho por meio deste texto protestar e sugerir um filme sobre o whisky. Bebida tradicionalíssima e com séculos de História.
Basta um bom roteiro e uma belíssima viagem pelas destilarias escocesas e de quebra pelo local onde se produz o lendário bourbon Jack Daniel's.
Com ou sem gelo, só não vale misturar um líquido tão preciso e nobre com outras bebidas da moda.
Um brinde!
P.S.: aprendi a tomar whisky de uma maneira curiosa e talvez com uma dose de irresponsabilidade do meu pai. Por volta dos 9 anos, sempre que o velho chegava do trabalho, umas 8 da noite, antes do jantar ele tomava 1 dose com umas 4, 5 pedras de gelo, preparada por mim em copo baixo. Bebia vagarosamente e invariavelmente sobrava um pingo na hora de começar a comer a salada.
Já bem "aguado", e encantado pelo aroma amadeirado, pedia para bebericar aquele finalzinho... E hoje, mesmo sem ser um profundo conhecedor, virei um admirador dessa que passou a ser a minha bebida predileta.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Monstros
Ok, é um drama desde o original. Mas cisne é um bicho simpático e que não deveria assustar.
Cisne Negro, o ballet cinematográfico protagonizado por Natalie Portman, é simplesmente MONSTRUOSO.
Em pelo menos 2 sentidos: o de extraordinário e o que mexe com os inúmeros monstros que só a gente sabe(ou acha que sabe!) como essas criaturas conseguem habitar de fato, os nossos corpos, mentes, almas etc.
Um turbilhão que suplanta e ultrapassa de maneira contundente o sacrifício imposto pela carreira que leva ao topo desse tipo de dança e instantaneamente se encaixa tranquilamente, ou de maneira MONSTRUOSA, no nosso cotidiano frugal.
Em 2 horas de projeção dá para enumerar os seguintes monstros que atormentam qualquer mortal com alguma vontade de chegar lá(seja isso o que for) e ser minimamente feliz:
1)Cobrança: 1a)Interna. Você lutando com você mesmo, independentemente das suas limitações. A busca pela SUA PERFEIÇÃO(aqui também, seja isso o que for); 1b)Externa. Quem exige de você a superação permanente, "duela quem duela". Até passando do ponto em que isso passa a ser nefasto.
2)Frustração: gente que desconta em você os monstros que não são seus(haja superpopulação!).
3)Proteção: e tome você completamente despreparado para a vida porque alguém acha que está evitando que a vida se aposse do seu corpo e do resto.
4)Culpa: você acaba sentindo culpa por tudo. E quando consegue não pensar nisso, ou se livrar, alguém faz questão de lembrar.
5)Competição: todo mundo é igual, e como você também, dá-lhe a obrigatoriedade da busca pelo sucesso, mesmo sem saber direito o que vem a ser essa palavra. O "sucesso-padrão", é isso mesmo, ultimamente o sucesso é padronizado, globalizado e ai de você possuir outras regras e metas...
6)Tabus: são tantos que é melhor não tentar listá-los. Mas os mais MONSTRUOSOS são os que nos impõem, os que a gente herda.
Cisne Negro é uma obra-prima! Não há nem aquela reflexão doída pós-sessão de cinema. O espetáculo dá um soco no estômago e pronto.
*Ah, e ainda por cima é belo!
Cisne Negro, o ballet cinematográfico protagonizado por Natalie Portman, é simplesmente MONSTRUOSO.
Em pelo menos 2 sentidos: o de extraordinário e o que mexe com os inúmeros monstros que só a gente sabe(ou acha que sabe!) como essas criaturas conseguem habitar de fato, os nossos corpos, mentes, almas etc.
Um turbilhão que suplanta e ultrapassa de maneira contundente o sacrifício imposto pela carreira que leva ao topo desse tipo de dança e instantaneamente se encaixa tranquilamente, ou de maneira MONSTRUOSA, no nosso cotidiano frugal.
Em 2 horas de projeção dá para enumerar os seguintes monstros que atormentam qualquer mortal com alguma vontade de chegar lá(seja isso o que for) e ser minimamente feliz:
1)Cobrança: 1a)Interna. Você lutando com você mesmo, independentemente das suas limitações. A busca pela SUA PERFEIÇÃO(aqui também, seja isso o que for); 1b)Externa. Quem exige de você a superação permanente, "duela quem duela". Até passando do ponto em que isso passa a ser nefasto.
2)Frustração: gente que desconta em você os monstros que não são seus(haja superpopulação!).
3)Proteção: e tome você completamente despreparado para a vida porque alguém acha que está evitando que a vida se aposse do seu corpo e do resto.
4)Culpa: você acaba sentindo culpa por tudo. E quando consegue não pensar nisso, ou se livrar, alguém faz questão de lembrar.
5)Competição: todo mundo é igual, e como você também, dá-lhe a obrigatoriedade da busca pelo sucesso, mesmo sem saber direito o que vem a ser essa palavra. O "sucesso-padrão", é isso mesmo, ultimamente o sucesso é padronizado, globalizado e ai de você possuir outras regras e metas...
6)Tabus: são tantos que é melhor não tentar listá-los. Mas os mais MONSTRUOSOS são os que nos impõem, os que a gente herda.
Cisne Negro é uma obra-prima! Não há nem aquela reflexão doída pós-sessão de cinema. O espetáculo dá um soco no estômago e pronto.
*Ah, e ainda por cima é belo!
domingo, 23 de janeiro de 2011
WH/Ou Casa do Vinho...
O crítico que a Folha enviou para acompanhar o show da Amy Winehouse em São Paulo é no mínimo maldoso. Do tipo que vai ao lugar para arrumar defeito, pegar no pé etc. E ainda por cima acha que escreve de maneira descolada, mas não passa de uma irreverência forçada, arquitetada para parecer natural, porém...
Além do mais, se esconde no público em vários trechos do texto, atribui à plateia impressões do próprio escriba, que não representaram a verdade absoluta.
E atingiu o ápice do besteirol quando elogiou rasgadamente o show anterior. É verdade que a tal Janelle tem uma baita presença de palco, e só! Grita como poucas, esganiça como várias. Faz uma força danada pra cantar... Enquanto isso, a intimista AW(e parece que o tal crítico até hoje não entendeu isso), canta e toca o show como quem está debaixo do chuveiro, natural, espontânea e sem se matar desesperadamente a cada número.
Virou mania, esporte número 1, falar da Amy como artista e no privado, preferencialmente mal!
Ora, deixem a moça em paz!
(A críTITICA saiu na Ilustrada em 17/01/11)
*Onde estávamos, bem posicionados por sinal, vimos uma histeria exagerada até. Parecia show da Ivete Sangalo(argh!) ou do Luan Santana(urgh!).
Pensando bem, o elemento enviado para cobrir ao Soul Festival, deve estar acostumado é com a "boquinha da garrafa"!
O Jornal Nacional se superou ontem(JOTAENE para os íntimos!): em plena reportagem de cunho mais emocional/sentimental sobre as enchentes em São Paulo e as consequentes pessoas vitimadas, não teve dúvida: desavergonhadamente, no meio de um curto depoimento de um desses flagelados das intempéries, meteu um mosaico(um recurso técnico de imagem) para o telespectador não identificar a marca da camiseta do coitado. Onde já se viu, além de desabrigado, de ter perdido tudo na chuva, ainda vai querer aparecer no JOTAENE e mandar um merchandising de graça!
Fico imaginando a preocupação dos caciques globais, não com a cobertura, a prestação de serviço etc., e sim com o fato de aparecer no VT alguma marca sem pagar devidamente pelos segundos de fama.
Jornalismo, ou melhor, jornalismo virou isso...
Além do mais, se esconde no público em vários trechos do texto, atribui à plateia impressões do próprio escriba, que não representaram a verdade absoluta.
E atingiu o ápice do besteirol quando elogiou rasgadamente o show anterior. É verdade que a tal Janelle tem uma baita presença de palco, e só! Grita como poucas, esganiça como várias. Faz uma força danada pra cantar... Enquanto isso, a intimista AW(e parece que o tal crítico até hoje não entendeu isso), canta e toca o show como quem está debaixo do chuveiro, natural, espontânea e sem se matar desesperadamente a cada número.
Virou mania, esporte número 1, falar da Amy como artista e no privado, preferencialmente mal!
Ora, deixem a moça em paz!
(A críTITICA saiu na Ilustrada em 17/01/11)
*Onde estávamos, bem posicionados por sinal, vimos uma histeria exagerada até. Parecia show da Ivete Sangalo(argh!) ou do Luan Santana(urgh!).
Pensando bem, o elemento enviado para cobrir ao Soul Festival, deve estar acostumado é com a "boquinha da garrafa"!
O Jornal Nacional se superou ontem(JOTAENE para os íntimos!): em plena reportagem de cunho mais emocional/sentimental sobre as enchentes em São Paulo e as consequentes pessoas vitimadas, não teve dúvida: desavergonhadamente, no meio de um curto depoimento de um desses flagelados das intempéries, meteu um mosaico(um recurso técnico de imagem) para o telespectador não identificar a marca da camiseta do coitado. Onde já se viu, além de desabrigado, de ter perdido tudo na chuva, ainda vai querer aparecer no JOTAENE e mandar um merchandising de graça!
Fico imaginando a preocupação dos caciques globais, não com a cobertura, a prestação de serviço etc., e sim com o fato de aparecer no VT alguma marca sem pagar devidamente pelos segundos de fama.
Jornalismo, ou melhor, jornalismo virou isso...
domingo, 21 de novembro de 2010
Onzes de Setembros
Costume... É, nos acostumamos com a violência.
Acordei tarde hoje, ligo na BandNews FM(96,7) e ainda com aquela cara amassada, pensando no almoço de DOMINGO(sou do tempo em que a macarronada da "vó" era programa sagrado!) escuto as informações passadas diretamente e ao vivo, da redação carioca da rádio: "Ouvintes ligam para a BandNews Fluminense e relatam, em primeira mão(nem as autoridades estavam sabendo) que bandidos fecharam um trecho da Linha Vermelha, estavam assaltando inúmeros motoristas e... QUEIMANDO vários veículos!
Fico aqui, no meu canto, na posição daqueles que formam a audiência, imaginando essas cenas REAIS e que há muito tempo fazem parte do cotidiano da maravilhosa paisagem cantada em prosa e verso, da ainda "Cidade Maravilhosa".
Isso não é guerra?!? Onde estão a Prefeitura, o Governo, a Presidência da República, as Polícias e até as Forças Armadas?!?
O mundo ficou chocado com o 11 de Setembro, fato isolado e arquitetado por organizações terroristas com nome, hierarquia... só falta carteirinha do Sindicato. Com um objetivo: colocar o Império de joelhos.
O mundo fala disso até hoje e houve um esforço também mundial para ajudar os EUA.
O mundo procura Osama todos os dias, inclusive nos sagrados DOMINGOS "macarrônicos".
Enquanto isso, no Brasil(que almeja um assento no Conselho de Segurança da ONU), ninguém faz absolutamente nada. Tratam fatos como esse de hoje, com desdém, como algo corriqueiro, com o qual devemos nos acostumar, o que já ocorre.
Não era, ou melhor, não é o caso e faz tempo, do mundo entrar em cena para acabar de vez com essas cenas de guerra no Brasil?!? Somos ou não somos a bola da vez?!?
Acordei tarde hoje, ligo na BandNews FM(96,7) e ainda com aquela cara amassada, pensando no almoço de DOMINGO(sou do tempo em que a macarronada da "vó" era programa sagrado!) escuto as informações passadas diretamente e ao vivo, da redação carioca da rádio: "Ouvintes ligam para a BandNews Fluminense e relatam, em primeira mão(nem as autoridades estavam sabendo) que bandidos fecharam um trecho da Linha Vermelha, estavam assaltando inúmeros motoristas e... QUEIMANDO vários veículos!
Fico aqui, no meu canto, na posição daqueles que formam a audiência, imaginando essas cenas REAIS e que há muito tempo fazem parte do cotidiano da maravilhosa paisagem cantada em prosa e verso, da ainda "Cidade Maravilhosa".
Isso não é guerra?!? Onde estão a Prefeitura, o Governo, a Presidência da República, as Polícias e até as Forças Armadas?!?
O mundo ficou chocado com o 11 de Setembro, fato isolado e arquitetado por organizações terroristas com nome, hierarquia... só falta carteirinha do Sindicato. Com um objetivo: colocar o Império de joelhos.
O mundo fala disso até hoje e houve um esforço também mundial para ajudar os EUA.
O mundo procura Osama todos os dias, inclusive nos sagrados DOMINGOS "macarrônicos".
Enquanto isso, no Brasil(que almeja um assento no Conselho de Segurança da ONU), ninguém faz absolutamente nada. Tratam fatos como esse de hoje, com desdém, como algo corriqueiro, com o qual devemos nos acostumar, o que já ocorre.
Não era, ou melhor, não é o caso e faz tempo, do mundo entrar em cena para acabar de vez com essas cenas de guerra no Brasil?!? Somos ou não somos a bola da vez?!?
O Senhor da Guerra
Surpreendente! Assim defino a entrevista do ex-presidente George W. Bush, que lançou sua autobiografia, à Oprah.
Isso os norte-americanos têm de muito legal, não fogem das perguntas, mesmo as mais cascudas.
Bush filho falou sobre ser chamado de "pouco inteligente"(burro mesmo!), sobre o 11 de Setembro, sobre o Iraque e o NÃO encontro das famigeradas e temidas armas químicas etc.
Foi simpático, sagaz, rápido, engraçado, humilde e, pasmem: inteligente! Mesmo diante dos apertos da Oprah, que perguntou tudo o que tinha de ser perguntado. (Algo raríssimo aqui no Brasil: entrevistados fogem do "pau", ou simplesmente não respondem, ou querem definir as perguntas. E entrevistadores que posam de "amiguinhos" e fazem um jogo de compadres!).
Bushinho fez algumas "mea culpas" e se mostrou arrependido, clara e visivelmente, em rede americana nacional, de algumas decisões e de outras atitudes que culminaram em NÃO decisões.
Esclareceu alguns tópicos para nós que estamos de fora fantasiados de estilingues o tempo inteiro(e é bom que seja assim). Como as coisas funcionam no mais íntimo átomo da Casa Branca.
Obviamente, não tem Santo, de lado nenhum e principalmente não "O" é quem atinge tamanho cume.
Com ou sem máculas, ainda não inventaram maneira melhor de se descobrir o que se passa, do que a franca comunicação. Ampla, geral e irrestrita.
Isso os norte-americanos têm de muito legal, não fogem das perguntas, mesmo as mais cascudas.
Bush filho falou sobre ser chamado de "pouco inteligente"(burro mesmo!), sobre o 11 de Setembro, sobre o Iraque e o NÃO encontro das famigeradas e temidas armas químicas etc.
Foi simpático, sagaz, rápido, engraçado, humilde e, pasmem: inteligente! Mesmo diante dos apertos da Oprah, que perguntou tudo o que tinha de ser perguntado. (Algo raríssimo aqui no Brasil: entrevistados fogem do "pau", ou simplesmente não respondem, ou querem definir as perguntas. E entrevistadores que posam de "amiguinhos" e fazem um jogo de compadres!).
Bushinho fez algumas "mea culpas" e se mostrou arrependido, clara e visivelmente, em rede americana nacional, de algumas decisões e de outras atitudes que culminaram em NÃO decisões.
Esclareceu alguns tópicos para nós que estamos de fora fantasiados de estilingues o tempo inteiro(e é bom que seja assim). Como as coisas funcionam no mais íntimo átomo da Casa Branca.
Obviamente, não tem Santo, de lado nenhum e principalmente não "O" é quem atinge tamanho cume.
Com ou sem máculas, ainda não inventaram maneira melhor de se descobrir o que se passa, do que a franca comunicação. Ampla, geral e irrestrita.
domingo, 10 de outubro de 2010
Reflequissões
Ontem assisti ao filme "Coração Louco", aquele que premiou com o Oscar, merecidamente, Jeff Bridges.
Filme "fofo", com uma bela trilha country e que me fez pensar o seguinte: já repararam que invariavelmente o homem se esforça e, de quando em vez, é capaz de mudanças significativas por causa de uma mulher?! E que o contrário raramente ocorre?
Elas são realmente mais completas, mas a ponto de dispensar-nos?! E elas é que são o "sexo frágil"?!
Tropa de Elite 2 é um show! O José Padilha acertou a mão nesses dois filmes. O Wagner Moura "Nascimento" é, além do herói do Brasil sitiado, o melhor ator de todos os tempos.
Alguns clichês inevitáveis..., o Brasil Paralelo é tão forte quanto o Brasil "Deitado em Berço Esplêndido" tenta ser.
Nos acostumamos àquelas cenas "de cinema" protagonizadas por gente comum. A um cotidiano surreal, mais ficção do que a própria.
Inevitável torcer, ter certeza de que as coisas são assim mesmo(e a exemplo do rabo da lagartixa, você corta e ele cresce naturalmente de novo!)... Como até hoje o País acha normal conviver com bala pra todo lado?? Ninguém vai intervir pra valer e investir pesadamente em Educação?!
Enquanto isso, na "Ilha da Fantasia", discute-se o aborto(direito inalienável de toda Mulher). E debate-se mal e porcamente sobre isso, porque o que se afirmou há alguns meses agora é negado na maior cara de pau!
E por falar em "Ilha da Fantasia", você aí, eu, nós que vamos ao cinema vivemos nela, ou em uma belíssima bolha ficcional. Não sabemos da missa a metade e nem fazemos ideia do que é essa "realidade real" de um filme com começo, meio e fim. Diferentemente do calendário que temos pendurado nas nossas cozinhas. Sempre tem uma folhinha, um dia após o outro. Os caracteres não surgem interrompendo a selvageria, a barbárie, os inescrupulosos, quando as luzes voltam a acender na sala de projeção. Pior: o filme-pesadelo-verdade dá as caras até mesmo antes de o galo cantar outra vez.
Se ser CAVEIRA é ser incorruptível, então, troque-se o miolo azul da nossa Bandeira: sai de uma vez por todas o positivismo francês de um vazio longínquo e entra a CAVEIRA!!
Filme "fofo", com uma bela trilha country e que me fez pensar o seguinte: já repararam que invariavelmente o homem se esforça e, de quando em vez, é capaz de mudanças significativas por causa de uma mulher?! E que o contrário raramente ocorre?
Elas são realmente mais completas, mas a ponto de dispensar-nos?! E elas é que são o "sexo frágil"?!
Tropa de Elite 2 é um show! O José Padilha acertou a mão nesses dois filmes. O Wagner Moura "Nascimento" é, além do herói do Brasil sitiado, o melhor ator de todos os tempos.
Alguns clichês inevitáveis..., o Brasil Paralelo é tão forte quanto o Brasil "Deitado em Berço Esplêndido" tenta ser.
Nos acostumamos àquelas cenas "de cinema" protagonizadas por gente comum. A um cotidiano surreal, mais ficção do que a própria.
Inevitável torcer, ter certeza de que as coisas são assim mesmo(e a exemplo do rabo da lagartixa, você corta e ele cresce naturalmente de novo!)... Como até hoje o País acha normal conviver com bala pra todo lado?? Ninguém vai intervir pra valer e investir pesadamente em Educação?!
Enquanto isso, na "Ilha da Fantasia", discute-se o aborto(direito inalienável de toda Mulher). E debate-se mal e porcamente sobre isso, porque o que se afirmou há alguns meses agora é negado na maior cara de pau!
E por falar em "Ilha da Fantasia", você aí, eu, nós que vamos ao cinema vivemos nela, ou em uma belíssima bolha ficcional. Não sabemos da missa a metade e nem fazemos ideia do que é essa "realidade real" de um filme com começo, meio e fim. Diferentemente do calendário que temos pendurado nas nossas cozinhas. Sempre tem uma folhinha, um dia após o outro. Os caracteres não surgem interrompendo a selvageria, a barbárie, os inescrupulosos, quando as luzes voltam a acender na sala de projeção. Pior: o filme-pesadelo-verdade dá as caras até mesmo antes de o galo cantar outra vez.
Se ser CAVEIRA é ser incorruptível, então, troque-se o miolo azul da nossa Bandeira: sai de uma vez por todas o positivismo francês de um vazio longínquo e entra a CAVEIRA!!
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